O poeta Mário Quintana muito sabiamente escreveu: “viajar é trocar a roupa da alma”.
Esse verso é recorrente, sempre que retorno de viagem. Mas, o que dizer ainda de uma viagem que toca tão fundo no coração, que transforma ideias, fortalece convicções e princípios e enfeita nosso arquivo mental com imagens e sensações como as que vivi na África do Sul?
Os dias que desfrutei intensamente em Cidade do Cabo, Joanesburgo e Pretória, deixaram marcas tão belas que estou certa de sempre que eu me remeter às lembranças dessa viagem, um sorriso nascerá em meu rosto.
Encontrar crianças sorridentes pelas ruas e que adoram ser fotografadas talvez tenha sido a minha maior experiência. O que dizer de chegar ao Cabo da Boa Esperança, ou das Tormentas, como também é conhecido? Esse passeio despertou em mim um espírito de aventuras, descobertas e também do poder impressionante da força da natureza, ao contemplar o espetáculo do encontro entre o Oceano Atlântico e o Índico. A nostalgia da lembrança das aulas de História, sobre os desbravadores dos oceanos, os experts em navegação, nossos patrícios. Os náufragos e tantos fatos marcantes que nos remete aos anos e bancos escolares.
E a primeira experiência com safári? Foi tão importante a superação do medo inicial e arriscar a tocar em um leão, alimentar as girafas e interagir com os pinguins na sua colônia protegida na praia de boulder’s.
Tudo tão intenso, imagens e sensações de tirar o fôlego até nos turistas mais experientes.
Pretória, símbolo e coração do apartheid, capital administrativa, cidade dos jacarandás, capital acadêmica por abrigar as mais importantes universidades do país, que nos emociona pelo carinho e reconhecimento ao líder Nelson Mandela, que é merecidamente homenageado em muitos lugares da África do Sul. Mas a grandiosidade da sua estátua na praça Union Buildings, faz refletir o quanto vale a pena lutar, defender e se dedicar a um ideal. A história desse líder nos enche de orgulho e se eterniza em nossas mentes.
Uma viagem à África do Sul fica incompleta sem uma visita às vinícolas que são reconhecidas internacionalmente pelos vinhos nobres que conquistaram o mundo. Por isso fizemos passeios e degustações nas principais vinícolas, próximas a Cidade do Cabo.
Passamos no caminho por montanhas magníficas, vinhedos e apreciando a arquitetura em estilo holandês de Stellenbosch, com suas construções bem preservadas e o clima agradável para caminhadas às sombras dos carvalhos que predominam nas ruas.
A exuberância da Table Mountain, em Cidade do Cabo, nos proporcionou uma vista magnífica da cidade, um passeio imperdível, obrigatório eu diria.
Conhecida como a “cidade-mãe”, prepare-se para se apaixonar a primeira vista e sentir saudade no dia de ir embora. Andar por Soweto ou pela colorida Bo kaap, nos faz entender porque o arcebispo Desmond Tutu, prêmio nobel da paz chamou a África do Sul de “nação arco-íris”.
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