por Breenda Oliveira

Há um grande impasse a respeito da geração de energia através das usinas nucleares, pois, ainda que tenha uma grande capacidade geradora de energia elétrica, ela também oferece algumas desvantagens e riscos à humanidade. Sua geração pode ocorrer de duas maneiras: a fissão nuclear, em que a energia é liberada a partir da divisão do núcleo atômico, e a fusão nuclear, em que átomos se unem para que se produza um novo elemento.
A fissão do átomo de urânio é a principal técnica utilizada para a geração de energia nuclear, pois origina grandes quantidades de calor que serão convertidos em eletricidade. Segundo a Associação Nuclear Mundial hoje, há uma geração de 14% de energia elétrica através da energia nuclear, o que tende a crescer com a construção de novas usinas nos países em desenvolvimento.

A energia nuclear possui certas vantagens que a torna viável para a geração de energia, sendo algumas delas a não utilização de combustíveis fósseis, o que diminui o aumento do efeito estufa pela emissão de gases tóxicos, a alta produtividade e capacidade de operar de forma contínua, assim como a pequena área utilizada para a instalação das usinas. Há também o fato da não dependência dos efeitos climáticos para um bom funcionamento e uma das suas maiores vantagens é que o urânio é um combustível de baixo custo devido a sua grande abundância na natureza.
Sabe-se, entretanto, que também há grandes desvantagens acerca dessa geração de energia, como por exemplo o elevado custo de instalação, o aquecimento das águas dos reservatórios naturais afetando a fauna e flora local, ela não é renovável, pois apesar de abundante na natureza, o urânio é finito. Há também grandes riscos ambientais para a saúde humana em relação ao descarte de resíduos nucleares que levam anos para perder sua radioatividade. Sem esquecer a sua alta periculosidade em se tratando de acidentes nucleares que possuem proporções gigantescas como em Chernobyl e Fukushima.
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