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CONEDU 2017

              Entre os dias 15 e 18 de novembro de 2017, foi realizada a IV Edição do Congresso Nacional de Educação (CONEDU), em João Pessoa – PB. O CONEDU promove ações que incentivam novas práticas pedagógicas, visando a melhoria da qualidade educativa. O evento envolve diferentes áreas do conhecimento, como: Química, Física, Matemática, Robótica, Educação Ambiental, História, Gênero e Sexualidade, Educação Especial, Inclusão, dentre outras, com o objetivo de dar oportunidade a estudantes, professores, profissionais e pesquisadores, com discussões sobre inovação, ciência e tecnologia e intercâmbio entre a universidade e a escola de educação básica, estimulando a produção do conhecimento interdisciplinar.

              Com uma programação diversa e criada para possibilitar uma ampla interação entre os participantes nas atividades propostas, foram realizadas conferências, palestras, minicursos, atividades culturais, apresentação de trabalhos oral e em pôster, além de exposição de livros, mostras pedagógicas, exibição de vídeos de curta metragem com diferentes temáticas para contemplar os participantes. Também teve um stand do Detran, onde foi abordada a educação no trânsito e um stand da R9 Engenharia, que trouxe uma impressora 3D, a qual imprime peças que, ao se encaixarem, dão forma ao teorema de Pitágoras, facilitando o aprendizado de crianças, sendo possível também imprimir peças com o formato de membros do corpo humano, promovendo o estudo da medicina em próteses e procedimentos cirúrgicos.

      No primeiro dia do Congresso aconteceram os minicursos: Gêneros do discurso: implicações para o ensino de língua em perspectiva interdisciplinar; Entre tentativas e inquietudes: construindo um projeto pedagógico; gênero e diversidade: discussões teóricas e propostas pedagógicas; Educação sonora: exercitando o ouvido pensante em atividades lúdicas de escuta e criação de sons; Produção de histórias em quadrinhos para o ensino de ciências; Educação ambiental emancipatória: antes do futuro, o presente; Currículo e disputas; Diálogos entre ideias de Paulo Freire e a educação em ciências naturais como fundamentas para a educação do campo.

               No segundo dia houve as apresentações de trabalho na modalidade comunicação oral, atividades culturais e palestras. Algumas das palestras foram: A BNCC e os Currículos de Matemática: uma fresta para o que ensinar na Educação Básica; Educação Brasileira e Ensino de Ciências; Democracia, Direitos Humanos e Educação – Gênero e Sexualidade e a Promoção da Equidade, Reconhecimento e Inclusão; Currículo e Educação: concepções de ciência e Educação Democrática.

        Para o terceiro dia, a programação contou com algumas palestras, apresentação de trabalhos tanto de comunicação oral quanto na modalidade de pôster. Os temas apresentados nas palestras: Educação Ambiental: uma perspectiva cosmocena; Comunicação de Interesse Público e a Experiência de Aprender e Ensinar; Ressignificando as práticas da gestão educacional: da utopia à possibilidade do fazer democrático e Práticas em Educação de Jovens e Adultos.

               O quarto e último dia foi marcado por apresentação oral e a premiação CONEDU NA ESCOLA: um projeto que descreve os resultados de uma proposta desenvolvida que contenha uma ação pedagógica na escola com vistas à melhoria da aprendizagem. O tema vencedor desse ano foi: UTILIZANDO O SOFTWARE LUZ DO SABER INFANTIL NA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS, da autora KARINA LETÍCIA JÚLIO PINTO (IFRS), e a escola escolhida foi: ESCOLA MUNICIPAL VEREADOR NICANOR ATAÍDE MANGUEIRAS, da cidade de Coronel Fabriciano – MG.

            De acordo com Paula Castro, coordenadora geral do evento: “Destacar as fronteiras dos cenários educacionais remete a processos e ações dos sujeitos e instituições, sendo necessário contextualizá-los no tempo, no espaço e na cultura da qual se originam. Sob o nome de educação e suas multiplicidades incluem-se inúmeras singularidades pertinentes à cultura brasileira e, mais propriamente aos seus sujeitos, que dificilmente podem ser generalizados, mas que podem ser transferidos para outros contextos da mesma natureza. Isto é, onde as interações sociais envolvem ecologias singulares que se entrecruzam com outras ecologias similares e diferentes em seu processo de construção. Um exemplo, da natureza singular do povo e da sociedade brasileira foi expresso por Gilberto Freyre quando afirmou que, com a colonização portuguesa, “formou-se na América tropical uma sociedade agrária na estrutura, escravocrata na técnica de exploração econômica, híbrida de índio – e mais tarde de negro – na composição” (FREYRE, 2006). As condições para distinguir a multiplicidade das fronteiras dos cenários educacionais devem tornar as idas e vindas à realidade do outro uma via de possibilidades de democratização cultural, social, política e econômica, recombinando repertórios de contexto democrático.”

              Como aconteceu na edição anterior, discentes e docentes do IFBA, Campus Vitória da Conquista, representaram a Instituição no Congresso. Mais de 30 trabalhos foram aceitos e apresentados. Entre os alunos participantes, os graduandos do curso de Engenharia Ambiental: Cristiane Rayana; Edmundo Lopes; Kaio Botelho; Kaique Brito; Lara Carvalho; Manoel Messias; Marília Aguiar; Méllitem Brito; Micaelle Almeida e Vinicius Rocha. Engenharia Civil: Caio Brenno; Fabiana Gusmão; Mércia Brito; Ronaldo Rodrigues; Lorena Rodrigues; Beatriz e André Canto. Engenharia Elétrica: Anielle Menezes, Aracelli Novaes; Catarina Brandão; Jefferson Gabriel; Jennifer Nogueira; Lara Meira; Thiago Rocha; Valdeir Anderson e William Lima. Química: Amanda Moreira; Pâmela Ribeiro e Saulo Soares. Do curso Técnico de Informática: Carolline Almeida; Luisa Moura; Nathalia Cardoso e Safira Lemos.

Alguns trabalhos apresentados pelos discentes:

  • Análise dos erros cometidos pelos alunos de Engenharia Elétrica nas disciplinas de cálculo diferencial e integral I, II e III no IFBA;
  • Profissões a seguir;
  • Análise das práticas pedagógicas no município de Tanque Novo que levaram aos bons resultados nas olimpíadas científicas;
  • Estudo dos discentes com problema visual no ensino médio;
  • Dificuldades e facilidades no ensino de cálculo diferencial e integral I nos cursos de engenharia do IFBA Campus Vitória da Conquista;
  • A necessidade de ser fluente em mais de uma língua no mundo das engenharias: uma análise dentro do IFBA, Campus Vitória da Conquista;
  • Jogo Arreug: Estratégia para elucidação das propriedades periódicas;
  • Uso do paisagismo para incentivo da educação ambiental nas Instituições de ensino superior tendo como parâmetro o IFBA Campus Vitória da Conquista;
  • Robótica: uma ferramenta pedagógica para a educação básica;
  • A educação de jovens e adultos no Brasil: do período colonial até os dias atuais;
  • Corrosão de PCI’s: estudo quantitativo do efeito de concentração sobre a velocidade da reação a partir de uma proposta investigativa.

             Vale ressaltar que alguns alunos tiveram mais de um trabalho submetido e publicado no Congresso.

O InQ.Ifba parabeniza a todos pelos resultados alcançados, fazendo com que o Instituto seja cada vez mais renomado.

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Sobre Micaelle Almeida

Micaelle Almeida, graduanda do curso de Engenharia Ambiental pelo IFBA - Campus Vitória Da Conquista (ingressa em 2016.2). Vasta experiência na área administrativa em Lojas. Bolsista no Inq.Ifba (Portal da inovação e qualidade)