O termo transdisciplinaridade foi criado por Piaget e divulgado no I Seminário Internacional sobre pluri e interdisciplinaridade, com sede na Universidade de Nice, em 1970. Atualmente, o Centre International de Recherches et Études Transdisciplinaires (CIRET) é um dos principais centros de estudos sobre os conceitos transdisciplinares.
O conceito de transdisciplinaridade é categórico e por isso muito estudado; ao mesmo tempo em que promove uma interação máxima entre as disciplinas, também respeita suas individualidades.
No I Congresso Mundial de Transdisciplinaridade em 1994, foi elaborada uma Carta da transdiciplinaridade para estabelecer o conceito transdisciplinar, sendo ele definido como:
Artigo 3: “(…) A Transdisciplinaridade não procura a dominação de várias disciplinas, mas a abertura de todas as disciplinas ao que as atravessa e as ultrapassa.”
Artigo 7: “A transdisciplinaridade não constitui nem uma nova religião, nem uma nova filosofia, nem uma nova metafísica, nem uma ciência das ciências.”
Em outras palavras, a transdisciplinaridade é uma perspectiva pluralista do conhecimento que tem como finalidade alcançar a unificação do saber, conectando as mais variadas disciplinas para que seja possível um exercício mais amplo da cognição humana.
Um dos campos onde pode ser aplicada a transdisciplinaridade é na educação. É possível englobar, em algumas atividades, variados assuntos de disciplinas distintas, estimulando a criatividade, a reflexão, o pensamento crítico e ainda despertando o interesse dos discentes pelos conteúdos, facilitando assim o entendimento do mundo real.
Um exemplo de Transdisciplinaridade é o projeto “Ciranda”, idealizado por duas amigas, a Fisioterapeuta Alessandra Marthos Fontes e a Terapeuta Ocupacional, Claudia Schmidt, paulistanas que ao optarem pela qualidade de vida de Ilhabela, mantiveram a visão de estabelecer uma rede de troca do saber e de troca de pacientes, ou seja, um hall da confiança. A missão da “Ciranda” é focar na participação ativa das famílias no processo terapêutico, para empoderá-las no cuidado de seus entes queridos; e os valores do projeto se baseiam na oferta de atendimentos com a mesma qualidade dos grandes centros a um custo justo. O munícipe não precisa se ausentar da ilha para ter um atendimento qualificado e humanizado.
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